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3 de set. de 2013

Venenos



Meus venenos, preciso deles.

Diários e frequentes.
Me fazem ver além do que conheço
Me fazem voar além das nuvens
e ser quem eu sou.

Venenos que me trazem palavras e letras, 
pinguins, lobos, cães e borboletas. 
Letras letais, palavras lisérgicas
paradoxos infinitos de heróis e vilões.
Ingredientes e seres que vêem e vão,
vinhos, morangos, alhos e berinjelas
Doutores,damas e cafetões.

Venenos aditivos,  que acrescentam sabor a mesmice.
Venenos que me mantém de pé.
Pensante, vivente. Consciente e inconsequente.



17 de out. de 2012

Ir & Vir


Eu vou.
E sempre volto porque quero mais.
Volto porque quero e preciso voltar.
Vou em busca do que quero, volto para somar ao que tenho.
Vou em busca de sonhos e vontades.
Volto em busca de mais sonhos e outras vontades.
Já fui e já voltei tantas vezes...
Estou indo de novo. Voltarei uma vez mais.



20 de set. de 2012

"Poema da Amante" - Adalgisa Nery



Alessandro escreveu este poema em meu mural no Orkut em 2007. 
Hoje, e sempre, eu escreveria pra ele as mesmas palavras...


"Poema da Amante" - Adalgisa Nery


Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.


Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.


Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.


Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.


Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.


Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
 





9 de ago. de 2012

Motivo

De Cecília Meireles



"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou se desfaço,
- Não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada."

30 de mai. de 2012



Ver a tempestade passar e a calmaria (?) chegar.
Centenas de devaneios e segredos alheios pra ler.
Outros tantos mistérios - ou nem tanto - desvendados a comentar.
Algumas metamorfoses pra contar.
E sem saber por onde começar!

Querer algo novo sem saber o quê.
Poder algo novo sem acreditar no porquê.
Buscar algo novo e sem querer encontrar.
Encontrar algo novo e querer poder.

Saber que o antes se perdeu e agora, o depois não chega nunca.
Querer o depois com medo dele chegar.
Encarar o medo de agora como se ele fosse de antes.
Espantar pra longe os receios, os freios e voar.

23 de mar. de 2012

Rascunhando...


Novos pensamentos se desenham de tempos em tempos.
Não apagam os que os precederam, nem desmerecem os que estão por vir.
Ganham contornos, sugestões de cores e inspiração de sabores.

Abrem portas, fecham e até se arriscam a deixar uma fresta, por onde devemos escolher passar novamente, ou nunca mais. Definitivamente, ou não.

Que nada seja de uma vez por todas!
A incerteza do acaso traz as sensações mais intensas...
Que as surpresas venham, se renovem, ou voem para longe de uma vez.

Os caminhos estão aí, apenas esboçados.
Rascunhos de novas vias onde é permitido ir e vir, mas nunca apagar o rastro.


15 de mar. de 2012

(Des) Encontrar-me




Me perco em pensamentos buscando explicação para meus atos.
Me encontro nas sensações vindas dos meus atos.

Me perco nas gotas de chuva na janela.
Me encontro nas gotas sentidas na pele.

Me perco com a lembrança da música.
Me encontro na música das lembranças.            

Me perco no rastro do perfume.
Me encontro na memória olfativa de um toque.

Me perco no tempo de um fato.
Me encontro nas horas (re)vividas.

Me perco no tato.
Me encontro no concreto.

Me perco na razão da minha impulsividade.
Me encontro na impulsividade da minha falta de razão.

Me perco indo ao meu encontro.
Me encontro me perdendo de mim.




25 de fev. de 2012

A Mão - Carlos Drummond de Andrade

Três dias após o funeral de Portinari, Carlos Drummond de Andrade presta sua derradeira homenagem ao amigo, dedicando-lhe o poema "A Mão":


"Mãos entrelaçadas"

Entre o cafezal e o sonho
o garoto pinta uma estrela dourada
na parede da capela,
e nada mais resiste a mão pintora.
A mão cresce e pinta
o que não é para ser pintado mas sofrido.
A mão está sempre compondo
módul – murmurando
o que escapou à fadiga da Criação
e revê ensaios de formas
e corrige o oblíquo pelo aéreo
e semeia margaridinhas de bem – querer no baú dos vencidos.
A mão cresce mais e faz
do mundo – como – se – repete o mundo que telequeremos.
A mão sabe a cor da cor
e com ela veste o nu e o invisível.
Tudo tem explicação porque tudo tem (nova) cor.
Tudo existe porque foi pintado à feição de laranja mágica
não para aplacar a sede dos companheiros,
principalmente para aguçá-la
até o limite do sentimento da terra domicílio do homem.

Entre o sonho e o cafezal
entre guerra e paz
entre mártires,ofendidos,
músicos, jangadas, pandorgas,
entre os roceiros mecanizados de Israel,
a memória de Giotto e o aroma primeiro do Brasil
entre o amor e o ofício
eis que a mão decide:
todos os meninos, ainda os mais desgraçados
sejam vertiginosamente felizes
como feliz é o retrato
múltiplo verde – róseo em duas gerações
da criança que balança como flor no cosmo
e torna humilde, serviçal e doméstica a mão excedente
em seu poder de encantação.

Agora há uma verdade sem angústia
mesmo no estar – angustiado.
O que era dor é flor, conhecimento
plástico do mundo.
E por assim haver disposto o essencial,
deixando o resto aos doutores de Bizâncio,
bruscamente se cala
e voapara nunca – mais
a mão infinita
a mão – de – olhos – azuis de Cândido Portinari.

30 de out. de 2011


Intensa como o Sol 
Ao sabor da Lua.
Renascida das nuvens
Voando acima delas
Muito, muito acima!

Vôos nada planejados
Por céus e terras inexplorados
Subindo e descendo ao sabor do vento
Ao sabor dos instintos e dos sentidos.


13 de out. de 2011

"Filho de peixa, peixinho é..."

Lucas fez sua primeira poesia esta semana.
Como mamãe coruja que sou, amei e me emocionei! Quem sabe, ele não leva jeito pra coisa?
Leiam e me digam se ele não tem talento...

" A chave para o amor "

Meu bem
quero te ver
e te fazer o bem
é mais que um prazer

A chave pro amor
está contigo
Já a da dor
está comigo

Te amo demais
com seu sorriso lindo
e muito mais
mas será que junto a ele seu coração está indo?

Quando nos vermos
será num sonho de vertigem
ou nos veremos
em um porão com fuligem.

14 de set. de 2011


Saudade que me mata
Me devolve minha segurança!
Me traz de volta pro chão
Com você vôo longe
Mas só quero paz em meu coração.

15 de ago. de 2011

Tatuagens




Meu corpo tem tatuagens que vão além de desenhos na pele.
Tem marcas do que fui
E ainda sou – ou não sou mais.

Minha alma tem tatuagens
Marcas do que vivi.

Meus filhos são tatuagens na minha alma.
Uma alma que vive inquieta pelo que sempre ainda está por vir...

Meu amor está tatuado na minha alma
E me tatuo diariamente em minha alma gêmea.

Minhas tatuagens são minha história.
São mais do que tintas impressas na pele.
São minha vida.
São lembranças na memória da minha alma.


*** Pra quem sempre me perguntava onde escrevo... aos poucos, este e meus outros textos serão encontrados lá, no Recanto das Letras. Um lugar cheio de coisa muito boa pra ler, vale a pena passear por lá!

29 de jul. de 2011

As Borboletas - Vinícius de Moraes



Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!


*Pensando em Borboletas no estômago.... 


2 de jul. de 2010

Coisas

Tenho coisas quando penso em você.
Quero seu corpo, seu calor
Suas mãos, sua boca.

Cosquinhas na barriga
no meio das pernas
no dedão do pé
cosquinhas e coisas...

Coisas que você conhece
coisas que me enlouquecem
Você sobre mim me beijando,
me dando coisas...

Ontem, agora há pouco, daqui a pouco
O tempo todo
Pensar em você me dá coisas...

17 de jan. de 2010

Minha afilhada querida!

Amanhã, 18/01, é aniversário de uma linda menina... Especial e muuuuito querida - minha afilhada, Giulia, completará 10 aninhos!

Em sua homenagem, hoje vou publicar um poema com o qual ela participou no ano passado, de um concurso de redações, e ganhou como um dos 3 melhores poemas.

O texto abaixo, simples, serve como uma luva nos dias de hoje, quando vemos devastação, poluição, terremotos e tsunamis acontecendo. Se uma criança de 9 anos sabe o que fazer, porque os adultos não???

Feliz Aniversário, Giulia querida!!!!
Grande beijo!

SALVANDO A NATUREZA - autora: Giulia Barbieri Quagliano


Não temos mais festa
Na floresta
Não temos mais brincadeira
Na Cachoeira

Não cuidam mais da flor
Com tanto amor
Estão destruindo a beleza
De toda a natureza

Precisamos ajudar
E da natureza cuidar
Vamos entrar em ação
Para acabar com a poluição.