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22 de set. de 2012

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

Faz tempo que não venho contar sobre os livros que leio!

Li este aqui no começo do ano e hoje achei uns registros de trechos dele que fiz e resolvi falar um pouquinho. "Extremamente Alto & Incrivelmente Perto" de Jonathan Safran Foer - Ed. Rocco.

Nunca li este autor antes, não tinha ouvido nem falar do livro. Apenas fiz como tantas outras vezes... Horas andando na Fnac, lendo as contracapas, orelhas e analisando capas... Mas quando peguei esse na mão, tive certeza que queria ler, antes mesmo de ler qualquer sinopse. A cara do livro me agrada, eu leio. Nem sempre dá certo, já quebrei a cara antes, mas dessa vez foi legal.

O livro conta a história de Oskar, um garoto de 9 anos, que perdeu o pai no atentado das Torres Gêmeas em 11 de setembro. Inconformado, sai atrás de algo que o deixe mais próximo do pai. Em paralelo, há a história de amor (?) de seus avós.

O que achei mais bacana é que o autor passa a idéia de que estamos lendo uma história narrada pelo menino de 9 anos. Sua linha de raciocínio nos mostra como pensa um menino dessa idade. Em alguns momentos parecia que estava lendo as divagações da Rebeca sobre a existência humana...rs E me fez lembrar vagamente de algumas situações vividas na infância, de como eu pensava sobre certas coisas.

Ao mesmo tempo, narra de forma extremamente sensível toda a crueza do amor  (ou a falta dele) entre a avó que Oskar tanto ama e o avô, mudo, que ele não conheceu até então.

Além disso, o livro traz uma série de imagens, fotos, que complementam o texto. Aquilo que chamamos de... Sorry, não lembro o nome mas sei que tem um termo pra isso...rs Páginas e mais páginas que a princípio dá vontade de pular, mas que fazem parte de toda a trama.

Uma das peculiaridades de Oskar, é escrever cartas para as pessoas que admira, como por exemplo o físico Stephen Hawking. E a sua resposta "pessoal" para Oskar, é uma das partes de que mais gostei. Aqui, um trechinho dessa "carta":

 “Eu queria ser um poeta....Passei a vida observando o universo, a maior parte do tempo dentro de minha imaginação. Tive a oportunidade de explorar as origens do tempo e do espaço com alguns dos maiores pensadores vivos. Mas eu queria ser um poeta.

Albert Einstein, um de meus heróis, uma vez escreveu: “Nossa situação é a seguinte. Estamos diante de uma caixa fechada e não podemos abri-la.” 

Concordo em parte...precisaria transcrever a carta toda aqui, mas não quero fazer deste post um "spoiler".
Leiam! É um livro que vale a pena!

***Info de última hora...pesquisando imagens do livro, acabei de descobrir que já virou filme, com Tom Hanks e Sandra Bullock. Preciso assistir :)


20 de set. de 2012

Atendimento (nada) prioritário às pessoas portadoras de necessidades especiais

No final do ano passado - 2010, aquele que agora mesmo era "esse ano" mas que agora é passado - a romaria de compras e lazer nos shoppings, que deixa qualquer um com nervos a flor da pele, pode ser mais estressante se vc estiver acompanhado de alguém com as necessidades citadas ali no título.
Meu filho lindo, Lucas, de 12 anos, é uma dessas pessoas. Caso alguém ainda não saiba, ele tem uma deficiência motora na perna direita , sequela da doença e tratamento que teve aos 3 anos de idade.

Vamos aos fatos:

- Primeiro  e segundo episódios, 21/12/10, uma terça-feira, no Shopping Market Place.
Lucas tem o cartão DeFis, emitido pelo Detran, para uso de vagas especiais para deficientes. Ando com o tal cartão no carro, mas não uso em hipótese alguma se o Lucas não estiver comigo. Como ele estava, me dirigi a área do estacionamento reservada para essas vagas. Eram 12:30, hora de pico de almoço. Não havia vagas especiais disponíveis e Lucas começou com seu discurso: "Duvido que todos esses carros sejam de pessoas deficientes", blá, blá, blá... Sempre digo a ele que não podemos provar, vai da consciência de cada um, fiscalização do shopping ( nula, neste caso), etc.
Vi que um dos carros no corredor seguinte estava saindo e fui na direção da vaga, onde duas madames travavam um bate-boca por causa da tal vaga. Detalhe: nenhuma delas tinham deficientes no carro. Aproveitei que elas discutiam, dei seta, avisei q ia entrar na vaga. Mas tive que por a cabeça e o cartão pra fora  e gritar para que elas me "deixassem" estacionar na vaga a que meu filho tem DIREITO. Uma saiu de fininho, a outra saiu cantando pneu e esbravejando. Estacionamos.

Alguns minutos depois, chegamos a praça de alimentação. Os executivos da região que lá almoçam não estão nem aí se você está com 4 crianças, uma delas deficiente. Ninguém se toca e não havia mesas disponíveis.
Então, eu e minha comadre Ana Paula resolvemos ir ao General Prime Burguer, porque lá as crianças conseguiriam comer sentadas. Chegando no lugar, havia fila de espera e fui falar com a mocinha da porta, a "hostess". Avisei: "Somos em 6 pessoas, sendo 4 crianças e uma delas é deficiente. Vocês tem atendimento prioritário?"
"Lógico, que temos. A próxima mesa que vagar é de vcs, mas terão que se contentar com uma de 4 lugares porque de 6 vai demorar."
Apesar de achar absurdo, fiquei feliz que iríamos nos apertar, mas as crianças iam parar de encher que estavam com fome, etc.
Ouvindo minha conversa com a hostess, a "líder" do grupo de executivos que aguardavam lugar antes de nós, foi lá falar com ela, tomar satisafções. A hostess explicou que se tratava de um grupo com uma criança deficiente. A reação esperada era que a executivazinha pedisse desculpas a hostess, entendesse a situação, certo? Não, errado! Ela voltou ao grupo, revoltada, falando em altos brados: "odeio essa história de atendimento especial para deficientes!"
Meu filho ouviu. Só não fui dar na cara dela, porque no mesmo momento a hostess me chamou dizendo que daria a mesa de 4 lugares a ela porque estava vagando uma de 6 para nós. Além disso, acho que por mais que meu filho tenha direitos assegurados, ele não merecia que eu armasse um barraco com a fulaninha por causa de sua falta de educação e cidadania.

- Terceiro, quarto, quinto, sei lá quantos episódios, 27/12/10, uma segunda feira, no Morumbi Shopping
O Shopping Morumbi é um lugar onde vejo que realmente fazem algo de bom pelas pessoas com necessidades especiais. Estacionamos facilmente numa vaga reservada para deficientes. Nela, há um sensor. Quando o carro estaciona, uma gravação é acionada, avisando ao motorista que aquela é uma vaga reservada para pessoas com deficiência, pedindo que se não for seu caso, procure outra vaga. O único porém, é que na maioria das vezes, a gravação é acionada antes mesmo de abrirmos a porta do carro. Fico na dúvida se as pessoas a ouvem quando deveriam. Enfim, pelo menos há a intenção do shopping em fazer algo.
Fomos ao shopping efetuar algumas trocas de presentes de Natal, começando na C&A. Meu Deus! Essa realmente me tirou do sério!
No setor de trocas, uma fila quilométrica ( e já esperada) para trocar uma bermuda do Lucas. Quando finalmente éramos os primeiros da fila, uma fulana que estava lá há muito tempo, lembrou de me avisar que antes de mim, tinha uma amiga dela na fila para a qual ela estava guardando lugar.
"Sinto muito. Não era nem para nós estarmos na fila, se esta fosse uma loja que respeita direitos dos deficientes. Eu sou a próxima, com meu filho."
A tal amiga, se desculpou, voltou para o fim da fila, mas a talzinha que me avisou fez cara feia.
Cheguei no caixa e questionei a atendente sobre o atendimento prioritário, pois não havia guichê especial, nem uma placa sequer alertando sobre como proceder. Ela respondeu:
"É, né? Aqui não tem...só no caixa..." Aí, entrei com meu discurso politicamente correto que nem eu mesma aguento mais. São quase dez anos falando a mesma ladainha mas parece que ninguém tá nem aí!

Lucas escolheu a nova bermuda, experimentou e uma nova e extremamente longa e demorada fila nos aguardava. Nos dirigimos a fila de atendimento preferencial, que tinha uma senhora (quase) idosa e uma moça de pé engessado na nossa frente. O caixa estava vazio, ninguém soube dizer porque. Os outros caixas olhavam, veio supervisor, mas ninguém chamava as pessoas da fila espeical para serem atendidas antes, na fila normal.
Por cerca de 20 minutos, era assim que estava o caixa de atendimento preferencial da C&A:

VAZIO!!!!
Bom, finalmente após 20 minutos apareceu um mocinho para atender no caixa especial. Chegando na minha vez, aquela moça que a amiga guardava lugar no setor de trocas, que não era gestante nem idosa, chega com a filha nada deficiente, (a menina q aparece de costas atrapalhando minha foto) e tenta entrar na fila especial. Ah, meus amigos...Não deixei. Mandei ela se dirigir a fila certa, porque mil blá blá blás....

Enfim, chegou minha vez e explodi com o mocinho do caixa. Não é por mim. É por quem tem direito de ter esse atendimento especial. Enfim, ele me atendeu e disse que se ausentou do caixa por mais de 20 minutos para ir buscar troco (!). Pra completar, o infeliz não queria colocar meu cpf na nota fiscal porque se tratava de uma troca. MAAAAS, eu estava levando mais uma peça e ia pagar por ela. Enfim, ele colocou o cpf. Ai dele se não colocasse.

- Último episódio, 06/01/11, quinta-feira , Espaço família (banheiro) do Shopping Morumbi
Realmente gosto muito do Shopping Morumbi. Lá tem tudo - lojas, alimentação, lazer e, principalmente, acessibilidade.
Antes mesmo da deficiência do Lucas, já utilizávamos o Espaço Família, onde há, além da área para amamentação, alimentação e troca de bebês, banheiros adaptados para crianças, onde podemos entrar junto e banheiros para deficientes bem adaptados.
Fomos lá após assistir Enrolados no cinema do shopping, com as crianças.
Lucas queria utilizar o banheiro adaptado, mas uma moça avisou que estava ocupado, apesar da porta aberta. Sua filha estava usando porque não havia nenhum deficiente usando na hora em que ela chegou. Tadiiiinha! Ela não notou que tinham mais dois banheiros "normais" ali, para ela usar. Sugeriu que meu filho usasse o mesmo porque a menina já estava lavando as mãos. (!!!!!) Ninguém ensinou pra essa cidadã regrinhas básicas de higiene, cidadania, prevenção a violência, etc? Ela sugeriu que meu filho usasse o sanitário junto com a filha dela! Gente, eu sou quadrada demais! Apenas falei que não, que meu filho usaria o banheiro depois, já que ela não sabia respeitar o uso do banheiro adaptado, certamente por não ter nenhum deficiente na família dela, pensei.

Saímos do banheiro, debatendo sobre isso. Alê me lembrou que mesmo antes de nosso filho se tornar deficiente, de vivenciarmos isso tudo, nunca fomos capazes de usar vagas, filas e banheiros inadequadamente.

Acredito que o que realmente falta a grande parte da população, é EDUCAÇÃO. Mais nada a declarar.


12 de set. de 2012

Here I go again !

Não, este não é um texto sobre a música do Whitesnake!

Há 2 anos e 8 meses atrás escrevi neste blog sobre a decisão de fazer a redução de estômago (gastroplastia). Lembram? Só clicar AQUI se quiserem (re)ler.

Bom... depois de tanto tempo sem escrever sobre o assunto, como está minha vida?

Acho que já comentei aqui, ou no Facebook, ou sei-lá-mais-onde, que as gastroplastizadas se dizem “borboletas”, pois passam por uma grande transformação com a perda de peso. De feias lagartas, viram borboletas.  (Por causa disso vivo "ganhando" imagens de borboletas das pessoas e acabei decidindo colecioná-las...rss)  E essa transformação não é apenas estética, física. A vida muda completamente, mesmo que para quem esteja de fora, tudo pareça igual ao que sempre foi. Comigo aconteceu desse jeito.

Por causa da cirurgia, fiz dois anos de terapia da qual tive alta há alguns meses. Não queria... era muito bom o processo de auto conhecimento que ela me proporcionava. E nesse processo, o mais importante foi aprender que eu tenho que ser feliz, que não tenho que me sentir culpada de não ser como os outros querem e/ou esperam que eu seja. Tenho que ser quem EU quero ser. Tenho que ser feliz!

E já que me tornei “borboleta”, quis ser feliz e decidi voar.
Voei de balão e foi lindo!
Voei de dor nas tatuagens, mas marquei o que quis em mim. (E outras virão, ainda.)
Voei nas palavras que li e leio por aí.
Voei nas palavras que escrevi por aí.
Voei e resolvi cantar pra me divertir.
Vôo no dia-a-dia, nas aventuras de uma “mãetorista” que também tem seus desejos, necessidades e vontades. Meus filhos e meu marido também me fazem voar.... E como fazem!

E chegou a hora de voar mais alto.
Quarenta quilos se foram. De vez em quando, um ou outro volta, mas a receita eu sei bem pra mandá-los embora. Eles aparecem quando algo não vai bem aqui dentro. Aí é hora de sentar, refletir e mudar o que estiver errado. E malhar. É, tá faltando essa parte aí, de "malhar", eu sei... rs

Enfim, a intenção da cirurgia não foi apenas estética. Mas também foi. E eu ainda preciso me livrar do que sobrou pelo caminho pra ficar mais feliz ainda comigo mesma. Imaginem uma pessoa que perdeu 40 quilos. Eles foram embora mas o local onde estavam armazenados permanecem. É preciso dar um jeito nisso. É hora de tirar fora a pele que sobrou, colocar algumas coisas no lugar onde deveriam estar.
Afinal, depois de usar biquíni pela primeira vez na vida, no último verão, deu pra perceber que ainda estou na metade do caminho.

E depois de algumas brigas, muita burocracia e batalhões de exames, o convênio médico aceitou pagar a "cirurgia plástica reparadora". Faz parte do "tratamento cirúrgico da obesidade mórbida". Nome feio né? Mais feio é ficar com esse monte de pele sobrando... Vou aproveitar, então! E farei com responsabilidade. Só vou mexer naquilo que tenho indicação médica pra fazer. Nada de silicone lá e acolá. Nada de mudar de rosto. Só o que o médico disse que é absolutamente necessário.

“Mas pra que se você está tão bem?”
“Você é louca, fazer outra cirurgia?”
“Que perigo! Que bobagem!”
“Não tem medo de operar?”

Apenas EU sei o que passei ouvindo por muitos anos que eu estava gorda, das pessoas a minha volta. Só EU sei o que é sentir que a vida tá passando e você não está aproveitando, que talvez não pudesse acompanhar meus filhos em tudo que acompanho.  E principalmente, SÓ EU SEI como é bom me sentir como eu me sinto hoje. E eu quero melhorar cada vez mais! Me sentir bem, saudável e bonita para mim mesma faz parte de todo esse processo. Acho que é a fase final. Consertar o que ficou fora de lugar no caminho. E a motivação maior é a autoestima. Manter lá no alto o que joguei lá em cima. Me sentir  “cada vez mais eu”.

Sobre o medo... Oras, medo de cirurgia? Sempre tenho! Mas quando lembro de quantas meu filho querido já não foi obrigado a fazer... Quantas não enfrentamos sempre esperando o melhor... Se eu já grampeei meu estômago... Penso: por que ter medo agora?

Se algo der errado, aí penso em outro plano de vôo. Mas prefiro, SEMPRE, pensar que tudo vai dar certo. E já deu!

Medo mesmo eu tenho é de passar pela vida e não viver!


16 de jul. de 2012

RIP #Jon Lord

Desnecessário escrever sobre Jon Lord, sua importância e sua influência na música, no rock...

Apenas uma singela homenagem, com uma das últimas músicas que conheci do Deep Purple.




3 de mar. de 2012

Marillion no Brasil

Naquele famoso post "O Rock and Roll na minha vida", de julho/2010, eu conto um pouquinho de como conheci o Marillion, através do primo Luis.

Bom, naquela época, eu colecionava as letras de música, assinava a revista Bizz e eis que um belo dia me deparo com um anúncio nessa revista do extinto Projeto SP. O Anúncio trazia as próximas atrações daquela casa de shows, entre elas o Marillion. Prestes a fazer 15 aninhos, convenci minha mãe de que eu não queria festa de debutante. Queria ir no show e lógico, daria um jeito dos primos me levarem. Afinal, seria meu primeiro show de rock.

Até hoje não sei se meus pais realmente deixariam que eu fosse. A maior das fatalidades para um fã de Marillion aconteceu naquela época : Fish, deixou a banda. E lógico, a turnê, o show, foram cancelados. Eu já sonhava com "La Gazza Ladra" tocando na abertura do show e em seguida "Sláinthe Math"... Foi um balde de água fria. Troquei a festa por um show que nunca aconteceu.

Em 1992, uma nova chance. A banda veio para o Hollywood Rock, com o novo vocalista Steve Hogarth, no mesmo dia em que se apresentaria o Bon Jovi. E um amigo querido, pelo qual eu estava muito interessada, mas na época só me enrolava, chamado Alessandro (alguém aí conhece???rss) ficou de me avisar quando fosse comprar os ingressos para irmos juntos. Bem, ele NUNCA avisou. Foi no show com amigos e eu só soube depois. GRRRRRRRRRRR!!!! Até hoje eu digo que nunca será perdoado por isso...

Bom... felizmente, Fish em carreira solo aportou em terras brasilis pela primeira vez, não me lembro o ano, e fez um show maravilhoso no extinto Palace. (Affe! Tudo "extinto", tô me sentindo velha...) De quebra, enquanto aguardávamos a abertura da casa, sentados na calçada do Palace ( eu, Alê e mais um amigo) vimos um bando de gringos passando na rua, falando enrolado. No meio deles, um gigante. Fish! Um homem alto, enorme, ainda com restos capilares em sua cabeça, brinquinho de peixe na orelha... e lindo! Ah.... até hoje não sei como não fui correndo atrás dele...rs O show foi bárbaro, repertório perfeito - as melhores do Marillion em sua fase + seu cd solo que eu sabia de cor e salteado. Sim, foi o melhor show da minha vida!

Mas ficou aquele gostinho de ... não era Marillion. Porque apesar de Marillion ser 50% Fish, faltava os outros 50% constituídos do Mark Kelly, Steve Rothery, Ian Mosley e Pete Trewavas. E fiquei na vontade.

O primeiro álbum com Mr. H, como o Hogart é conhecido entre os "Marillionados" até que foi bom, mas um tantinho pop. "Season´s End" teve como grande "hit" a música "Hooks in you"e quase furou de tanto que eu ouvi. Acho que foi o último vinil que comprei na vida... depois disso, ainda consegui ouvir algumas coisas dos outros álbuns com Mr.H, mas faltava a voz e as letras do Fish. Dei um tempo do Marillion. Afinal, onde já se viu, banda de rock progressivo com música em trilha sonora de novela? Por mais que eu goste de "Beautiful", aquilo mostrava pra mim que algo estava errado na carreira deles. Até o advento do Orkut...rss

Descobri comunidades da banda, fiz download de alguns novos sons... e aí veio o Ricci para as tardes da Kiss FM. Tardes de aulas em que o povo da comunidade ficava ouvindo e batendo papo. E o nosso Prof Rock and Roll mandava ver no Marillion dos velhos tempos, com bootlegs e causos... Voltei a ouvir, definitivamente. As comunidades da banda também me fizeram ver H com outros olhos. Ele NUNCA cantará como Fish, mas é um cara cativante, tem carisma.

A banda dá muita importância aos fãs. Todos os anos organizam o "Marillion Weekend", que lógico, nunca passou pelo Brasil...rs Acontece em países como Holanda, Canadá e Reino Unido. Como um mega festival, com atividades diversas, shows da banda, encontros com fãs, etc. Todos os anos, membros do fã clube oficial também recebem um cd especial de Natal, com versões exclusivas. Tipo a versão de 2007  de "Toxic" da Britney Spears. Cliquem no link, sem preconceito...Ficou legal, nem parece a música dela...

Ano passado, via twitter, conheci um holandês filósofo e blogueiro fã de Marillion. Na Holanda os caras passam com frequência fazendo shows. Ele quem me avisou de uma campanha no Facebook para os fãs dizerem em que parte do mundo queriam shows do Marillion e lá fui eu! E não é que meu amigo holandês também vai assistir de novo a banda esse ano, quase no dia do meu aniversário? Sortudo...

As redes sociais e sua força conseguem dessas coisas. Muita gente do Brasil pediu. E no final do ano passado o anúncio oficial. Marillion no Brasil em outubro de 2012!!!!


Agora, não tem como perder. Compramos hoje os ingressos. Números 4 e 5!!! Da primeira leva...hehe!
Alê perguntou se agora ele consegue se redimir... Será que perdoo?





29 de fev. de 2012

Férias, férias... onde estão vocês???

Estava tudo tão fácil!
Não no início, lógico. Mas depois de um tempo as coisas começaram simplesmente a fluir sozinhas.
E aí tomaram grandes proporções.
Mas agora, ou estou cansando ou realmente as coisas estão mais difíceis.
Talvez, seja ainda uma questão de prioridades, seletividade, exigência, falta de criatividade, baixa produtividade, falta de paciência, um pouco mais de amor próprio e claro, o bom e velho perfeccionismo desgraçado que teima em não me abandonar!
Cada vez mais difícil de "escrever". Ainda mais quando eu mesma me desafio a fazer diferente.
Hora de dar uma pausa, ou parar de vez, maybe?
O problema é que esse prazer de "escrever" virou um vício, quase como viver. 
Será que eu posso me livrar dele?
Ou melhor, será que eu quero me livrar disso?

Aposto que uma semaninha de sombra e água fresca resolviam meu problema...rs Duas, vai!
Mas com ou sem meu note do ladinho? Huahuahuahua!!!!!


23 de fev. de 2012

Guerra & Paz - Memorial da América Latina - 21/02/12

No Carnaval realizei um sonho. Fui com Alê e as crianças ao Memorial da América Latina visitar a exposição Guerra e Paz, de Portinari.

O "Mapa Man" Alê, mais novo "Rei da Barra Funda", se perdeu só um pouco - porque lógico, não me ouviu...rs Mas se redimiu porque logo parou e pediu informações a um guarda de trânsito ( O.O ) Chegamos com chuva e encontramos quase todos os paulistanos que não viajaram no feriado por lá.



A exposição é composta pelos famosos painéis "Guerra" e "Paz", pintados por Portinari entre 1952 e 1956, como presente do governo brasileiro para a sede da ONU. Além deles, foram reunidos pela primeira vez cerca de cem estudos feitos pelo pintor para a execução da obra, documentos e recortes da época.

Portinari executou a pintura, sob os protestos dos médicos que o acompanhavam. Na época, ele já tinha sintomas de intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava. Mesmo assim, aceitou a missão. E viu os painéis juntos, finalizados, uma única vez antes de embarcarem para os EUA, há mais de 50 anos. Não pode comparecer a cerimônia por ser simpatizante de idéias comunistas.

Depois de tanto tempo, o Projeto Portinari, após inúmeras articulações junto do Governo Federal, trouxe os painéis para o Brasil, a fim de serem restaurados e expostos aqui.

Descobri Portinari quando eu era pequena, nas minhas andanças pelos museus de arte com a Tia Marley e redescobri, trabalhando na Escola Semente. Nessa "redescoberta" me apaixonei, tanto quanto por Tarsila.

"Guerra"
Entrar no Salão De Atos Tiradentes e encontrar aqueles painéis imensos já foi de uma emoção sem tamanho! Pela importância, pela grandiosidade...Por toda a cenografia, o clima criado... Cores apenas nos painéis. No centro, depois de alguns minutos, um telão exibe imagens de Portinari e suas obras, com a narração do poema "A Mão", que Carlos Drummond de Andrade escreveu em memória de seu amigo. Penso em amigos, como o Muryel, que PRECISA ver, ouvir e sentir isso!!! Em seguida, Milton Nascimento canta Guerra, e depois Paz. Aí eu penso, "Cris, por onde você anda, será que já veio ver isso???" E enquanto isso, são exibidos fragmentos de cada obra, ao mesmo tempo em que eram iluminados nos painéis. E Alê, que sabe da importância de tudo isso em minha vida, ali do meu lado.

 Ah... me chamem de louca, de boba, de sentimentalóide (Gostei dessa palavra! Usei bastante ultimamente...rss)... Mas aí já não contive as lágrimas...

"Paz"
Lucas, tem a "sementinha" da Semente dentro dele... Não lembrava muitas coisas de Candinho, mas amou! Rebeca, com medo da "Guerra"... falava sobre a emoção de ver o trabalho do artista que está estudando na escola.

Guerra me tocou muito mais do que Paz. Apesar do tema, trouxe mais energia pra mim. Mais cor, mais vibração. Apesar de prezar pela paz.

Filmei o telão, mas é claaaaaro que não consegui trazer o vídeo pra cá. Meu celular ainda tem mistérios demais pra minha cabeça nefelibata...

Agora, me aguentem... vem mais de Guerra e Paz e Portinari por aqui nos próximos dias...

27 de jan. de 2012

Dolcissima Maria

Até pouquíssimo tempo atrás, quando o primo Luis (aquele do post do rock na minha vida...rs) falava dessa banda, a família toda caía na alma dele, inclusive eu.
Quanto preconceito, né?
Mais um exemplo de que a gente deve ouvir antes de dizer se o som é bom ou não...
Hoje fui apresentada a essa música aqui embaixo e me encantei por ela! Tanto pela melodia quanto pela poesia presente em sua letra e a conversa que isso gerou .

Tive que trazer pro blog...rs
Quero ver quem é que vai ouvir antes de criticar a escolha!

Com vocês, "Dolcíssima Maria", do Premiata Forneria Marconi.



Dolcissima Maria
Dolce Maria
Dimentica i fiori
Dipinti dal tempo
Sopra il tuo viso,
E gli anni andati via
Seduta ad aspettare
Una lunga, lunga via
Nessuna da incontrare
Non voltarti più

E il giorno arriverà
Vestito di poesia
Ti parlerà di sogni
Che non ricordavi più
E ti benedirà
Dolcissima Maria

Dolce Maria
Dagli occhi puliti
Dagli occhi bagnati
È tempo di andare
E presto sentirai
Profumo di mattino
E il tordo canterà
Volandoti vicino
Non voltarti più

E qualcuno se vorrai
Vestito di poesia
Ti coprirà d'amore
Senza chiederti di più
E t'accarezzerà
Dolcissima Maria


27 de dez. de 2011

Sobre o meu pensar


Eu penso demais.
E por pensar demais tenho problemas. Comigo mesma.
O desejo de ser perfeita, consciente de que é muito melhor ser a Miss Imperfeita (citando Martha Medeiros...)
Sinto falta de quem sumiu.
Sinto saudade de quem não devia.
Tenho ciúme de amigos.
Quero mais do que já consegui.
E aí penso, penso, penso...
Onde errei?
O que esqueci?
Exagerei?
E sofro. Horrores!
Porque sei que o ciúme é descabido.
Que a saudade não é recíproca.
Que a falta que sinto não é merecida...
E ainda assim me permito querer mais.
E querer melhor.
E aí penso mais.
Só eu que penso uma coisa quando faço outra?
Só eu quero mais sem achar que estou errada?
Só eu acho que tudo isso é normal?
Só eu penso o que será que pensam de mim?
Só eu penso o que querem de mim?
E porque querem de mim?
Não consigo evitar o pensar.
Faz parte da minha essência.
E nem me digam “de pensar morreu o burro”
Porque de burra nada tenho.
Apenas teimosa. Às vezes incrédula. Ingênua talvez.
Mas que pensa demais.



***Imagem: "A Pensadora", de Ana Silva em http://olhares.uol.com.br/a-pensadora-foto216067.html



24 de dez. de 2011

16 de dez. de 2011

Escolhas


A vida é feita de escolhas que ninguém pode fazer por nós.
Também não há quem possa ser responsabilizado por nossas escolhas, além de nós mesmos.
Minha escolha é ser feliz!

16 de nov. de 2011

Am I Ever Gonna Change?



I'm tired of being me
And I don't like what I see
I'm not who I appear to be
So I start off every day
Down on my knees I will pray
For a change in any way
But as the day goes by
I live through another lie
If it's any wonder why


Am I ever gonna change
Will I always stay the same
If I say one thing
Then I do the other
It's the same old song
That goes on forever
Am I ever gonna change
I'm the only one to blame
When I think I'm right
I wind up wrong
It's a futile fight
Gone on too long



Please tell me if it's true
Am I too old to start anew
Cause that's what I want to do
But time and time again
When I think I can
I fall short in the end
So why do I even try
Will it matter when I die
Can anyone hear my cry?



Am I ever gonna change
Take it day by day
My will is weak
And my flesh too strong
This peace I seek
Till thy kingdom comes 

(Extreme)

http://www.vagalume.com.br/extreme/am-i-ever-gonna-change.html#ixzz1duhR6IWX

7 de nov. de 2011

Tequilada

Inventamos uma noite mexicana para ter uma desculpa pra abrir a garrafa de tequila que o Alê trouxe da última viagem.
Nem precisava de desculpa alguma, né? Mas gostamos de reunir a galera em casa, pra bagunçar um pouco...A turma de sempre, só faltou a comadre Célia.

Apesar de termos um Chef na turma, ele deixou a responsabilidade da cozinha na minha mão porque estava atrapalhado com seu primeiro dia de emprego novo - boa desculpa, mas da próxima vez não escapa!
Então, precisava encontrar receitas que acompanhassem bem a tequila, mexicanas ou algo parecido.

Nem me atrevi nos burritos...Já tentei uma vez e não deu certo. Então pensei na Guacamole e na Picanha .
Bom, a Picanha Flambada ao Molho de Laranja veio de um  programa de culinária que a Rebeca assistiu comigo uns meses atrás, no Chef TV. Ela adora as receitas do canal e vivia me pedindo pra fazer essa da picanha. Boa oportunidade! A picanha fica super macia e saborosa! Só o meu irmão que não gosta de pratos diferentes não gostou, o Trenzinho da Vovó...
A receita da Guacamole veio de papos com um blogueiro desaparecido e até que deu bem certo.
Além disso, muito Doritos com e sem Dippas de cebola, kkkkk
Fácil fazer uma noite mexicana assim...

Além da tequila, Alê se impôs o desafio de acertar a receita do Mojito do seu primo Renato, a pedidos da Sabrina - a estagiária do cabelo pink. E sabem que ele acertou? Ficou muito bom! Lógico que não igual ao do Renato, mas muito bom!

Sobre a tequila... quem disse que alguém lembrava a ordem dos elementos do ritual da tequila? Também, já faz uns 20 anos que o garçom da Central Video e Chopperia me ensinou isso... (Quase todo final de semana era salsichão grelhado com fritas e Imensidão azul, Cuba ou tequila) Limão, sal, tequila? Ou sal, limão e tequila? Só sei que a tequila vem por último, então ponho o sal no limão, chupo e pronto. Mais fácil.

Kenji queria brincar, Rebeca estava com sono e Lucas já se acha um adulto. Esta era a situação infanto juvenil na casa no meio das tequilas.
Depois de alguns pitis, depois de comer, Rebeca deitou no sofá e dormiu ali mesmo. Alessandra também, rss
A Estagiária-do-Cabelo-Pink fez um bom trabalho. Levou a Rebeca pra cama e ainda colocou o pijama sem que ela acordasse... Nota dez! Já casou, agora é só fazer o bebê pra ser efetivada.

Os rapazes resolveram fumar seus charutos na varanda e não sei muito bem como os vizinhos não reclamaram do nosso barulho... Confesso que quando Alessandro apareceu com seu chapéu panamenho tive certeza que já tinha tomado tequila demais. De gorro na cabeça, Alê e Johnny pareciam dois manos aqui da favela da Koreia. Coincidência ou não, na hora dos charutos, Culi pegou o caminho da roça, rss

A bobeira tomou conta... mas foi muito legal. Fazia tempo que não tinha uma baguncinha aqui em casa. E agora que está chegando perto da mudança... vai saber quando teremos outra...

Minha cunhada-irmã-estagiária-do-cabelo-pink pediu as fotos... em breve estarão no facebook, mas por enquanto deixo algumas aqui...

Fala sério se não foi tequila demais?

Manos da Koreia


Acho que podia deletar essa, né?

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Como essa postagem não faz parte do projeto não mais existente Julie, Julia & Renata, não coloquei as receitas... Deu vontade? Talvez eu poste outro dia...rss



3 de nov. de 2011

SUS - Você ainda vai precisar dele...

Na última semana, com a notícia sobre o câncer do Ex-Presida Lula, muito se falou sobre o SUS.
Começaram uma campanha por aí, dizendo que já que Lula considerava o SUS perfeito na época de seu governo, deveria se tratar na rede pública. A partir daí veio a discussão sobre "tripudiarem" em cima de uma doença tão grave como o câncer, blá, blá, blá...

Mil pessoas curtindo isso no Facebook, eu não curti. Simples: SOU ABSOLUTAMENTE CONTRA qualquer piada sobre câncer. Já passamos por isso em casa, sei como é duro, como dói e que dinheiro nenhum no mundo resolve. Por mais que odeie o Lula como político, é um doente e merece ter sua doença tratada como qualquer outra pessoa.

O que está errado é não se discutir a qualidade do Sistema Único de Saúde, só porque a discussão foi gerada pela doença de um ex presidente, seja ela qual for. O SUS tem que ser discutido sim!

E o que está errado é o fato de os senhores políticos, sejam eles quem for, poder receber tratamento particular de primeiríssima qualidade, pago pelos nossos impostos, quando o que recebemos é isso que vou contar a seguir.

Há uns dias atrás, levei minha mãe na UBS Jd.Umuarama, para retirar exames que ela e meu pai fizeram no local, um mês antes. A previsão de entrega era em 20 dias, já demos uma colher de chá e fomos buscar uns dias depois.
Um frio de doer e a fila era enorme, pra fora do posto. Na porta, um cartaz da campanha contra a dengue. Do outro lado da porta, água parada no jardim do posto de saúde:



Absurdo... mas esse acho que é dos menores dos absurdos que presenciei em pouco mais de meia hora em que estive lá.

Quando finalmente chegamos ao balcão de atendimento e esperávamos para retirar os exames, mais uma pataquada. Uma senhora chegou para uma consulta, marcada quatro meses antes ( é um sistema muito ágil... se nesses 4 meses você morrer, azar seu...). Bem, na verdade a consulta dela era na semana anterior, quando houve um "ponto facultativo" pelo dia do funcionário público. Ligaram na casa dela, avisando que o posto de saúde não abriria e ela deveria vir uns dias depois. Mas eis que ela chegou lá e o médico faltou por problemas de saúde. "Então vou marcar pra outro dia" - a senhora disse. Resposta da funcionária: "Não, o Dr Fulano não tem agenda aberta". Sugestões da funcionária suuuuuper simpática: ligar de vez em quando pra ver se a agenda dele abriu OU passar lá de vez em quando e ver se alguém desistiu pra ela conseguir uma consulta de encaixe... Ah, pra ligar o número é um só, que está sempre ocupado ( e se ouvirmos os papos no telefone, ocupado pelos funcionários em conversas de comadres...) Nem vi o desfecho da história porque a mocinha que estava nos atendendo veio nos entregar os exames...

Aí eu já estava quase surtando... Entregaram apenas os exames da minha mãe. Disseram que os do meu pai, feitos no mesmo dia, não haviam chegado. Mas deveriam ficar prontos em 20 dias, já fazem 30...

"Senhora, é que o laboratório foi roubado" E o paciente com isso? Como assim, roubaram o material coletado pro exame e ninguém diz nada, não chamam pra refazer, não avisam?

"Não, senhora, os computadores do laboratório é que foram roubados e os exames estão atrasados por isso" - Beleza de laboratório que presta o serviço pro SUS...nem segurança... Bom, mas os exames da minha mãe foram feitos no mesmo dia...como pode atrasar um e o outro não? Tem certeza que procuraram direito?

Aí, uma funcionariazinha pernóstica lá no fundo, começou a querer dar uma de "boa" pra cima de mim, dizendo que eles não tem culpa pelo atraso, etc, etc... E eu dizendo que o assunto ia correr pela internet, que não era possível, etc... Aí resolveram dizer que TALVEZ o resultado estivesse na sala de enfermagem e nós deveríamos ir até lá perguntar, porque ela não podia levantar a bunda da cadeira,
Lá fomos nós, barraqueira mãe e barraqueira filha, pra sala de enfermagem. Lá, as pessoas são um pouco mais atenciosas. Não olham na sua cara, mas te tratam com um mínimo de educação... Pelo menos se dignaram a olhar a listagem dos exames recebidos... "O exame do Seu Mauro já chegou sim... e foi entregue lá na frente, podem voltar que o exame está lá!"

Rá! Pra que? Cheguei lá no balcão sem voltar na fila, em altos brados repetindo as informações da enfermagem. Só então a pernostiquinha que me peitou, resolveu se levantar e mais duas se puseram a ajudar a procurar, porque "EU NÃO SAIO DAQUI SEM ESSE EXAME!!!"

Adivinhem? Encontraram!!! Acontece, que o exame foi guardado no prontuário de outro paciente, porque o número do protocolo impresso no exame estava errado... Novamente: e eu com isso? Erro de vocês, não do paciente! E a pernostiquinha filha da mãe veio toda mansinha ao balcão se desculpar....

Aí me pergunto... será que esses exames realmente são os dos meus pais? Cabe a quem verificar o número do prontuário? Não era mais dia das bruxas e minha bola de cristal já estava desligada, como eu poderia adivinhar e informar para as funcionárias da UBS que deveriam procurar em outros prontuários???

Lógico que todo esse perrengue não chega aos pés de muitas coisas que vemos por aí sobre o SUS...
Mas me fez refletir. Acho que temos mais é que cobrar sim que nossos governantes usem EXCLUSIVAMENTE o SUS para seus tratamentos médicos. Só assim ( ou Nem assim...) talvez a saúde pública fosse melhor cuidada nesse país...



6 de out. de 2011

Gostei, então indico...

Nos últimos tempos tenho descoberto muitos, muitos blogs legais! Outros não tão bons assim.
Alguns de pessoas que não conheço, outras que conheço só das redes sociais, outros que eu nunca vi na vida, outros que já se tornaram amigos e vou conhecer muito em breve!

Bom... Quero falar de 3 em especial...e de quebra indico um dos melhores posts de cada um...

Um é o blog da Ana Veet Maya - uma mulher quer eu admiro, agora um tanto mais distante do que na época das comunidades orkuticas "Alternativa Kiss", da "EAR" e da "Adoro Lamber". Aliás, ela tem 2 blogs - um que eu já adorava e outro que conheci hoje, de poesias,  e é dele que estou falando:

http://poesiasdaanaveetmaya.blogspot.com/2011/10/por-ana-veet-maya-tempo-de-poesia-de.html

O segundo blog que gostaria de recomendar é de uma pessoa alto astral, do bem, que "conheci" via Twitter e Facebook, a Denise. Seu blog sempre traz músicas inusitadas e é muito difícil eu não gostar do que tem lá:

http://debaccaro.blogspot.com/2011/10/black-hole-sun-na-versao-original.html

O terceiro conheci há pouco tempo. Gosto muito das viajosidades desse rapaz, que tem um futuro brilhante na literatura, tenho certeza. Ganhou um concurso de poesias, teve seu texto publicado... além de ser uma pessoa muito legal de bater papo. E o Dija está só começando...

http://dijadarkdija.blogspot.com/2011/09/desafio-lunatico.html

Linkem, leiam e conheçam todos! Valem a pena...

Beijos nefelibáticos!

14 de set. de 2011

Portão para as nuvens


Eu estava fazendo meu blogwalking diário e vi uma imagem num blog que me lembrou outra, a de uma obra de Anish Kapoor, vista no CCBB em SP, em 2007.

Fui procurar então o material impresso, folder dessa exposição. Junto, encontrei o folder e os postais da exposição do Rodin de 2001 na Pinacoteca do Estado, que havia prometido há algum tempo mostrar para as crianças...

A partir disso, o papo na hora do jantar foi delicioso! Lucas querendo saber detalhes sobre o tamanho da Porta do Inferno. Rebeca se deliciando com as fotos e viajando sobre artistas e suas obras. Mamãe "arteirartista" ficou tooooda orgulhosa!!! Contei também da principal obra dessa exposição de 2007, de Kapoor, que consistia numa coluna de fumaça que se desprendia do chão indo até o teto, instalada sob o Viaduto do Chá.

Então, com minha cabeça de volta em Anish Kapoor, me lembrei de uma reportagem que vi sobre ele na época da exposição e de sua obra mais famosa... CLOUD GATE. ( Cloud = Nuvem, que me remete a Nefelibata, lógico...rss)

Pronto. Bastou pra querer trazer Cloud Gate pra cá, também conhecida como o "Feijão Gigante". Não precisava explicar nada disso, eu sei. Mas fiz para que entendam como "viajam" os pensamentos na mente de uma Nefelibata. Uma simples idéia passa pelo Portão das Nuvens, se instala e cresce, se desenvolve.


Cloud Gate, em Chicago: o "feijão" de aço consumiu
23 milhões de dólares e levou sete anos para ser polido


9 de set. de 2011

Agora eu sei

Não, não vim aqui postar a música dos anos 80 de Zero e Paulo Ricardo, rsss

Vim dizer que agora eu sei, um pouco, MUITO POUCO do que passam pessoas como o Lucas, o Dudé, o Jairo, tantas outras pessoas que acompanho de muito perto ou de muito longe, e que convivem na marra com as questões da falta de mobilidade.

Estou quase louca desde que quebrei o braço, há uns 20 dias na festança da Niura. Festa boa! Showzaço da Lochness! Anos 80 na pista! E um chão  molhado no meio do caminho. O tombo mais besta do mundo que graças a Deus ninguém filmou! De lá direto pro PS... Punho direito fraturado e uma tala de gesso liiiiindia no braço!

IMOBILIZADA. E não sou canhota, não sei fazer nada com a esquerda. Ninguém merece. Três dias depois o ortopedista resolveu engessar de vez o braço todo, porque já aparecia um pequeno desvio na fratura... e me encaminhou para o colega especialista em mãos, que ia decidir se me operava ou não.

Enquanto isso, fui vivendo um pouco do que vi tantas vezes aqui em casa com o Lucas mas não sabia realmente o que significava. Banho de gato, no banheiro das crianças que tem o box maior pra alguém poder ajudar. Saco plástico no braço. Tentei de esquerda, mas, gente... tem coisas que não dá pra fazer com a esquerda. Simples assim.

GRAÇAS AO BOM DEUS a fratura não me impediu de navegar... bloggar... twittar... escrever minhas histórias... Se não, aí sim eu tinha enlouquecido! Já não posso escrever com lápis e papel, nem dirigir, nem...nem... nem... Nem nada!

E pra fazer os brigadeiros pro niver do Lucas? Só mexi um pouco pra dar o ponto... minha mãe quem colocou tudo na panela, misturou... A Estagiária Sabrina veio ajudar pra enrolar também. Sniff! Nunca deixei de fazer os brigadeiros das festas das crianças....sniff...

E pra dormir? As duas primeiras noites foram péssimas... Quem disse que eu conseguia dormir sem ser de bruços?

Quando o médico disse: Ou você opera ou você fica mais 5 semanas engessada pra depois talvez ainda ter que operar, mais do que depressa resolvi operar. A epopéia da espera pela internação é um capítulo a parte no desrespeito a pacientes, tanto por parte do convênio médico, quanto do Hospital, mas isso é papo pra quando eu não estiver a fim de me estressar lembrando...

A cirurgia correu tranquila. No dia seguinte a saída do hospital também foi uma novela, por conta do moderníssimo carro novo do Alê ( da empresa) e do também péssimo atendimento da seguradora, da Ford, etc. Também é outro papo.

Alessandro acabou tirando uns dias de férias, que estavam reservadas pra ( se Deus quiser!) nossa breve mudança de apartamento. Belas férias, coitado! Assumiu o papel de motorista que meu pai vinha fazendo e também o de DONO de casa... mandou bem... Só não peçam pra ele picar tomates. Não na frente de vcs... Se eu não estivesse junto vendo, talvez, não doesse tanto, kkkkk Mas não posso reclamar.

Agora, retirada a tala de gesso pós cirurgia, estou de munhequeira fashion.  E um medo danado de fazer qualquer coisa. Sem a munhequeira não consigo fazer nada. Talvez depois que tirar os pontos. E mais umas três semanas pra voltar a dirigir...

Voltando ao ponto inicial... Sempre "imaginei" como um deficiente pode se sentir nas mais diversas situações. Sempre pensei que soubesse como é por viver o dia-a-dia do Lucas. Quantas vezes não pensei que ele estava sendo manhoso, fazendo drama, exagerando...

Agora eu sei, e volto a dizer, o que eu sei NEM SE COMPARA ao que ele enfrenta. Eu, com dificuldade de digitar com a esquerda, pensava "Renata, pensa no Dudé digitando, sem erros...tá reclamando do quê?"

Apesar de toda a dificuldade com a falta de mobilidade, de sentir uma falta danada da minha INDEPENDÊNCIA, sei que isso não é nem um terço da dificuldade que meu filho tem no dia-a-dia... e que ele tira de letra. Eu não, rsss

Então, tento encarar isso tudo como um exercício. daqueles que todo mundo devia tentar pelo menos uma vez na vida: passar alguns minutos de olhos fechados ou tentar fazer suas tarefas do dia-a-dia sem usar as mãos...

Se alguém topar esse desafio, depois me conte.

É um exercício que nos faz refletir sobre como reclamamos demais da nossa vida SEM MOTIVO.

Aproveito pra agradecer 3 pessoas que estão cumprindo muito bem as MINHAS tarefas: Mamis, Papis e Alê. Tks for everything!



10 de ago. de 2011

Lendo...e entrando em férias...

Agora são apenas três ao mesmo tempo. Terminei o Borralheiro, do Carpinejar, já há alguns dias...

Carpinejar é aquele cara que a gente sempre vê alguém citando, no twitter então, nem se fala!
E todo mundo devia ler algo dele, uma vez na vida, principalmente os HOMENS !

Dei uma pausa na bio do Kiss, que estava super maçante.
Delta de Vênus, só de vez em quando, porque ficou repetitivo demais, por mais imaginação que Anais Nïn tenha...

Mas Fallen Angels - Cobiça - tá bem legal... Muito bom!
Não tem vampiros... os anjos são meio "weird" mas é uma trama legal.
Twittei outro dia, que quero morar em Caldwell... Não pela cidade em si, mas pelos habitantes, hehehe...

Enfim, viajando amanhã, e sem computador por 3 dias, devo terminar o livro...
Próximo? Ainda estou pensando...
A segunda parte da série, "Desejo"... Ou "Um Dia"... Ou o início da Guerra dos Tronos. Estão todos aqui me esperando.... Fora os que ainda estão apenas na lista de desejos...

Nefelibata vai curtir um pouco de ar puro, antes que os ares cibernéticos me deixem meio sufocada...

Beijos pra quem fica!


1 de ago. de 2011

Tá na hora...

... de largar mão desse projeto maluco Julie, Julia & Renata ( começar e não cumprir minha proposta me estressa, então, melhor não fazer do que fazer malfeito...)

... de me dedicar aos textos DESTE lado da Nef... porque do outro lado tudo explode, sem parar, cresce, não tem fim... e eu ADORO! Então, turbinar aqui também...

... de cuidar melhor das minhas orquídeas...

... de voltar a dormir cedo porque no dia seguinte tem academia (SOCORROOOO!!!)

... de bolar um plano estratégico pro Dr. Marcelo liberar a recauchutagem JÁ...

... de ler tudo aquilo que eu disse que ainda vou ler este ano ( pelo menos mais uns 6 livrinhos...)

... de amarrar os dedinhos pra "não dar com a língua nos dentes"...

... de parar de fantasiar e realizar (MUITAS coisas...)

... de repensar a vida de CN Natura...

...de ler mais um do Mario Vargas Llosa...

... de olhar de novo pra Lua...

... de voltar a ler o Gombrich...

... de pensar muitas coisas impensáveis...

25 de jul. de 2011

Dia Do Escritor


Sobre o Dia Do Escritor... apenas algumas palavrinhas colhidas por aí...

"O grande escritor nunca perde a dificuldade de escrever." (Carpinejar)

"Escrevo para esvaziar a cabeça e encher o coração."
(Paulo Coelho)

"O livro é um mestre que fala mas que não responde" 
(Platão)

"Um escritor vive no coração dos seus leitores. É como uma história de amor sem sexo."
(Paulo Coelho)

"Você não deve escrever para ser igual à todos, e sim para se tornar diferente."
(Lewd)

"Só os medíocres não são criticados. Brilhe, e aguente o tranco."
(Paulo Coelho)

"Todos tem o dom da escrita. Mas poucos sabem de fato escrever."
(Lewd)

"Penso. Logo, escrevo"
(Renata Nef)

Parabéns a tantos e tantos escritores, famosos e anônimos!