24 de out. de 2010

Julie, Julia & Renata #1 - 23/10/10 - Pasteizinhos da Vó Celuta

Vó Celuta faleceu em 2003, logo depois do Carnaval, pouco antes que eu ficasse grávida da Rebeca.
Mineira de Uberlândia, sempre fazia pra nós seus pasteizinhos, pão de queijo, risoles, esfihas, empadas, "popó", kibes, docinho de abacaxi...Hummmm! Lembro e fico com água na boca...

Faziam sucesso nos finais de semana, nas nossas festinhas...As vizinhas do prédio, qdo eu era solteira, adoravam ir lá em casa e achar os quitutes da vó Celuta. Nas festinhas, todos sabiam que ela faria tudo. Ontem eu pensava: "Meu Deus! Como é que ela conseguia? " Porque gente, ela fazia salgadinhos demais nos nossos aniversários! E de diversos tipos!

Quando comecei a me interessar pela cozinha, até fui algumas vezes na casa dela para assistir e aprender a fazer suas receitas. Porque receita de vó é assim, não adianta ter a receita escrita, tem sempre algum macete secreto, rsss

Bom, ontem, resolvi que iniciaria esta projeto aqui com uma receita dela que todo mundo que provou tem saudade: o pastelzinho de carne.

Vejam onde me meti:
"1 gema de ovo
1 colher de sopa de óleo
1 copo de água morna
1 colherzinha de sal
farinha de trigo suficiente para amassar"

Eu ADORO receita assim!
COLHERZINHA - de café? de chá? Resolvi que devia ser de café.
COPO DE ÁGUA - de requeijão? americano? qual? resolvi pegar um de 200ml, sei lá...
A melhor parte: FARINHA SUFICIENTE PARA AMASSAR !!!!
Alguém, além da vó, sabe quanta farinha é isso?

Bom, resolvi que talvez 1 receita fosse pouco... dobrei a gema, a água, o sal e o óleo. Porque a farinha continuaria uma incógnita!

Fui amassando colocando água, resolvi colocar mais 1 gema (já eram 3...), mais óleo, mais sal...e mais farinha. Um pouco mais de farinha...e mais um tiquinho, porque ainda estava grudando na mão. E nessas usei 1 KG de farinha! Então achei que ia ficar muito seca, dura, coloquei mais água, rsss
pronto. Preciso de mais farinha.

"ALÊ, SOCORRO!!!! Vai comprar mais farinha, agora, já!"

Então resolvi que apenas usaria a farinha pra desgrudar as mãos, pedindo que Dona Celuta, de onde estivesse, me iluminasse, mas ela não mandou nenhum sinal,rsss Uma bela hora o ponto pareceu que deu certo.

Hora de abrir a massa. Lembrei que ela enfarinhava a pia, pra não grudar. Mas aí a massa ficava escorregando e fiz uma força danada pra abrir com o rolo. "Santa Celuta, me acode!"

Hora de fazer os pastéis. Tentei 3 bocas de copos diferentes, nenhuma tinha o diâmetro do pastel da minha vó. Enfim, fiquei com o maior, mais fácil pra rechear.
Fiz o recheio de carne moída, que ficou todo empelotado - ANOTEM: não comprar carne móida no Pão de Açúcar, ela sempre EMPELOTA. Mas pelo menos estava gostoso.

Lembrei que adorava pastel de queijo da vó e então cometi o sacrilégio de rechear alguns com queijo prato ralado. Sacrilégio, sim. Porque a vó até fazia o pastel de queijo, mas contra a vontade, porque eu e meu irmão pedíamos, ela não gostava, achava que o pastel tinha que ser de carne.

Os amigos começaram a chegar. Culi (João 2, segundo o porteiro do meu prédio), Célia e Kenji, contando as aventuras do casal e seu carro, das viagens recentes. Célia entrou na dança e pegou a pia pra lavar a louça, enquanto comecei a fritar os pastéis.
Comentei sobre a pimenta do recheio. Mandei ver na pimenta do reino e nem senti o gosto. Minha avó dizia: "este pastel não tem pimenta, é das crianças". Quando ela dizia isso, tenham certeza de que tinha pimenta do reino. Não tinha era da malagueta, que ela punha, junto com azeitonas, no pastel dos adultos, rsss

João 2 chegou ( esse meu porteiro, acha que é íntimo da família, já...) com Alessandra e assumiu o posto da caipirinha de morango, deliciosa por sinal. O Alê é o rei da caipirinha, mas só a de limão, ok?

Pastéis fritos, vamos comer. Por um incrível milagre, meus filhos adoraram! Isso já me faz feliz!
Todos gostaram. João 1 deu a dica de abrir mais , pra massa ficar mais fina, mas o problema acho que foi o excesso de farinha, hehe...
Eu, particularmente, achei que ficou pouquinho de nada parecido com o da vó. Ficou bom, ok, mas o meu desafio pessoal era ficar igual ao dela. Não ficou. Só deu mais saudade...

Meu irmão e a mina cunhada chegaram depois, não tinha sobrado nem unzinho sequer pra contar a história...Não tinha cahamado porque eles nun ca vêem qdo eu chamao. Da próxima chamarei.

Cozinhando e aprendendo...Um dia quem sabe...

Pensarei agora na próxima receita, Acho que não será da vó dessa vez...

Projeto Julie, Julia & Renata

Assisti há pouco tempo o filme Julie & Julia. Adorei!

Adorei a história, a idéia do blog da Julie, a idéia do curos da Julia, as receitas (ok, nem todas...), as interpretações, enfim...tudo!

Lógico, agora quero ler o livro que deu origem ao filme - novidade, né?

Mas desde que assisti, a idéia de fazer algo parecido com o que Julie fez me persegue. Não quero estragar pra quem não assistiu, mas basicamente, é o seguinte: cansada de sua vida profissional tediosa, estressada por mudar de casa para um bairro meia boca, Julie se desafia a experimentar todas as 524 receitas do livro de culinária francesa de Julia, em um ano, relatando a experiência num blog.

Creio que tenho alguns pré requisitos que tornam o desafio não tão absurdo assim: adoro cozinhar, principalmente experimentar receitas novas. tenho um blog no qual adoro escrever e que as pessoas dizem que gostam de ler. Porque não?

Farei algumas adaptações...
Não farei receitas de um livro específico de um autor-culinarista. meu desafio será as receitas de família que nunca fiz (ou as que fiz e ainda não acertei....), receitas que pego em sites, livros e revistas e ficam lá, amarelando dentro do meu fichário.

Quem vai experimentar - no filme, a própria Julie, além do marido e seus amigos-cobaias. Aqui, os cobaias serão a minha família ( se algo acontecer a eles vcs já sabem o que foi, rsss) e meus amigos, que estão sempre aqui em casa.

Quantidade de receitas e prazo: Julie se dispôs a fazer 524 receitas em 1 ano. Não sou tão louca assim... digamos que, prometo, em 1 ano, fazer pelo menos 1 receita nova por semana. gente, a vida por qaui é corrida, demais....me resta os finais de semana e eventualmente algum diazinho em que esteja disposta a me aventurar... Então, inicialmente, o desafio será executar aproximadamente 52 receitas em 1 ano.

Início: ONTEM, rssss

Ontem, 23 de outubro de 2010, fiz a primeira experiência e resolvi que é viável, basta oficializar ( o que estou fazendo aqui, neste momento!)

No próximo post, relato a primeira experiência.
Bom apetite!

11 de set. de 2010

Orquídeas, brigadeiros, livros, sertralina, twitter e etc...

Puxa, minha vida tá parecendo o título daquele álbum dos Titãs: "Tudo ao mesmo tempo agora".

Minhas 24 horas andam de língua de fora, pedindo mais umas 8 horinhas pra dar uma mãozinha. Sim, só 8, pq dizem que é dessa quantidade de horas de sono que precisamos. Então, acho que cairia bem.

No meio de tamanha balbúrdia e tanto corre-corre no meu dia-a- dia, mal sobra tempo pra escrever.

Santo Twitter que me salva todo dia, pra desembuchar um pouco das minhas vontades, paranóias, pensamentos, alegrias e tristezas! Com um android na mão então....Santa tecnologia!!!!

Tenho temas inúmeros na minha cabeça pra escrever aqui!
Mais orquídeas, mais livros, meu amado brigadeiro, a Natura (prós e contras...), o adeus à sertralina, o tão ensaiado adeus ao porkut...Amigos, família, amores e desafetos...
Aí, chego aqui, nem sei por onde começar. Vem tudo num turbilhão e me lembro das aulas de Metodologia no Magistério, fazendo um "brainstorming"...

E True Blood terminando de novo...desde que inventaram esse negócio de "temporadas", me sinto meio abandonada pelas séries qdo elas acabam. Fringe, cadê vc? Até hj não me conformo com o fim de Friends e de Mad About You (Essa era the best, e não tem em dvd!)

Procuro links pra baixar músicas e as leis de direitos autorais me atrapalham! Links quebrados ou cadastro do número do celular me fazem desistir...culpa da santa tecnologia lá de cima....Droga de tecnologia!

Minhas orquídeas me deixaram felizes nessa semana, sem necessidade de nenhuma tecnologia. Tenho duas floridas em casa (phalaenopsis e LCInger) mais duas promessas de flores em breve ( da chuva de ouro e da Vanda, my dear Vanda!!!)

E hoje, finalmente, vimos o decorado do Summer- um ano depois de comprar! Lindo, tem lugar pra todas as minhas orquídeas na varanda!!! E mais algumas que virão,lógico...

PAUSA: Alessandro entra na sala e fala comigo sobre diversos assuntos diferentes e perco o fio da meada por aqui...Será a falta de sertralina? Ou depois de 3 anos ela acabou com alguns de meus neurônios?

Aliás, falando em antidepressivo, encontrei um remédio melhor que ela pra ansiedade. É "O Livro Do Brigadeiro" . Olho para a capa dele e me satisfaço, nem preciso comer o verdadeiro. Aliás, será que o docinho da autora é tão gostoso quanto o que EUZINHA faço? O meu é o the best brigadeiro que já comi! Sorry, tia Marilda!

Interessante é saber que abri o laptop pra trabalhar: tenho uma venda especial de Natura nessa semana e deveria estar catalogando os produtos, atualizando meu estoque, bolando promoções... essa Natura me deu taaaaanta dor de cabeça nos últimos dias! Agora, tudo azul, vermelho, verde, cobre, pérola...UNA vem aí! E será que vou vender Chronos suficiente pra navegar num transatlântico na convenção deste ano? Voar de balão já voei, passo esse prêmio. Rafting tenho medo. Prefiro o navio, mas dispenso o show do Roberto Carlos, ok? 

Se pudesse levar mãe, tia, junto comigo, elas assistiriam o show no meu lugar, enquanto eu ficaria olhando as estrelas...Ah, que saudade do tempo que eu conhecia as estrelas pela sua "carinha"...sabia quais eram as constelações que estariam visíveis no céu em determinada época do ano...Coisas de quem trabalhava na Escola Semente e viajava pra Ouro Preto, e ouvia as histórias da Cris, e ficava de madrugada com a criançada no observatório da Escola de Minas e... chorava ouvindo a voz do filho no telefone. Tempos que não voltam mais...

Tempos aqueles em que as famílias viviam em harmonia. Sem separações conturbadas, sem brigas de irmãos, sem crianças preocupadas com doenças graves...

Tempos em que eu conhecia muito menos gente pq não existia Orkut. Tempo em que eu vivia em paz sem gente bipolar me azucrinando, kkkk. Por isso tenho pensado cada vez mais em sair do porkut. Mas não sei se aguentaria a síndrome de abstinência, que talvez seja pior do que ficar sem sertralina.

Cansei desse negócio de me esconder atrás de antidepressivos. Trinta-e-tantos quilos depois, é hora me ver como eu sou, sem orkut, sem sertralina.

Ufa! Cansei. Perdi o fôlego de escrever tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Mas se não fosse assim, não ia rolar.
E ia ficar tudo "entalado". Sabemos que desde que operei, entalar não é bom. Tudo tem que ser posto para fora.

That´s it!

25 de jul. de 2010

Miss Imperfeita - Texto de Martha Medeiros

Li esse texto no perfil do Facebook de uma amiga e me identifiquei profundamente com ele.
A autora fala do sentimento de culpa por não ser perfeita...Bem capaz da minha terapeuta desconfiar que a autora sou eu, não sei porque, rsss!!!


            "Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de emails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação. E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
            Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
            Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias...Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
             Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina?Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
             A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
             Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
             Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

Não, meninas, não é fácil...Mas vale a pena tentar! Os resultados podem ser bem mais interessantes do que a gente imagina...





15 de jul. de 2010

O Rock and Roll na minha vida!

Não sei dizer um momento exato em que o rock entrou na minha vida, mas posso dizer que me lembro dele nos mais diversos momentos, sempre os mais importantes, desde minha infância. Tentarei contar um pouco e prometo me esforçar para fazer isso em ordem cronológica, rss!


Meu pai sempre foi fã(nático) pelo Elvis Presley. Cresci observando meu pai ouvindo seus discos e minha mãe reclamando ("Como esse homem grita! De novo ouvindo esse encosto!"). Hoje eu sei que ela tinha (tem) ciúme de meu pai com sua música...

Tenho fotos de bebê espalhando os álbuns do meu pai pela casa, rasgando capas...

Próxima lembrança: as capas dos álbuns do AC/DC do Luiz, meu primo mais velho. Elas me davam medo! "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" tinha pessoas com os olhos escondidos com uma tarja preta, como uma venda e sei lá porque cargas d´água, criança, tinha medo daquilo,kkkk!

Mais uma: Meu primo, como vcs verão por aqui, foi uma grande referência musical pra nós (incluindo aí, meu outro primo, o João, e meu irmão). Ele ouvia seus LPs muito alto e um belo dia, resolveu me assustar. Alterou a rotação de alguma música no toca discos, e ficava parecendo vozes de fantasmas...Morri de medo! Não queria nem entrar na casa da minha tia...

Nós também fazíamos “covers” dublando grandes sons! Lembro de fazermos isso com o Queen. Um ficava no piano da minha tia, fingindo que tocava. Outro tocava bateria no sofá e a “feiticeira” (aquela vassoura mágica, sabem?) ou era o microfone com pedestal ou a guitarra. Nossa, parece que estou lá na sala da minha tia vendo essa cena, enquanto dublávamos Bohemian Rhapsody, Save Me ou Play the Game...

Luiz foi quem me mostrou, sem querer querendo, muitas bandas. Depois o João. Aprendi a ouvir com eles Iron Maiden, Black Sabbath, Van Halen, Led Zeppelin, MARILLION.
Adorava quando chegava na casa deles e estavam ouvindo Misplaced Childhood!

Pegava os LPs do luiz emprestado, gravava e ficava ouvindo as fitas K7 em casa...

Passei por várias fases roqueiras e não roqueiras. Tive a fase Olivia Newton-John, que hoje pode não ter nada a ver com rock, mas quando eu ouvia fazia um trabalho bem legal.

Quando cheguei no colegial, comecei a colecionar letras de músicas. Comprava a Bizz Letras Traduzidas, recortava  as que me interessavam, e colava num caderno. Ou copiava de outras fontes, como os encartes dos LPs. Acho que tive uns 7 cadernos! A maior coleção da escola, rsss...De vez em quando emprestava pra alguma colega, que ficava vendo ou cantando na sala, aí os professores confiscavam e lá ia eu atrás, pegar de volta e ouvir aquele sermão...
Não me perguntem o que eu fiz com minha coleção...Acho que joguei fora...vai entender? Hj me arrependo!
Tá fácil retomar a coleção com a internet, sites como Terra Letras, Vagalume... mas não tem a mesma graça!

Nessas idas e vindas, conheci o Alê. Aí o rock ficou definitivamente na minha vida. Era ensaio da Lochness todo domingo e eu lá...

Antes de rolar algo entre nós, dois shows foram muito importantes na nossa história: o do Iron Maiden e o do Black Sabbath, ambos na Pista de Atletismo do Ibirapuera, meus dois primeiros shows de Heavy Metal.

Agora, o episódio rock and roll que talvez seja o mais marcante da minha vida:

Casamos no dia 11/01/97. É fato para todos os fãs da Lochness que o Alê compôs uma música pra mim no início de nosso namoro, Under the Moonlight. Estava euzinha lá, no meio da nossa festa de casamento, duas amigas de infância me levaram para uma mesa, para me fazer comer e beber (vcs sabem, noiva não tem esse direito, geralmente...), de costas para o palco. Achei que estavam preocupadas comigo, mas na verdade estavam me "distraindo" enquanto parte da Lochness montava sua parafernália no palco...
Quando percebo, começam a tocar a minha música!!! Alê, de meio fraque, tocando guitarra....Johnny,(meu primo João lá de cima do post), cantando... Daniel, meu cunhado, no teclado do Edgar Tomé (figuraça!)...Só faltou o Fabio, pois ali não dava para ter bateria. Eu, super emocionada, não sabia como agir, nem onde me enfiar, rsss...

No final, com a ajuda de um amigo da família, locutor, Ângelo Vizarro Jr (hojé é possível ouví-lo nos comerciais da rede Objetivo, mas já foi a voz de OMO,rsss), pai da minha daminha, me chamaram no palco. Ângelo fez com que fizéssemos declarações de amor um para o outro e Alê me deu um colar de presente de casamento! Não podia ser um casamento mais rock and roll, né? Inesquecível!!!
Desde então, não paramos mais. Shows, idas e vindas da Lochness, muitos sons maravilhosos. O advento da Internet, o Orkut, novos amigos roqueiros...

Rock and roll para sempre na minha vida!

"O que os deuses do rock and roll uniram, o homem não separa!"